“Ano Internacional de Cooperação pela Água”

“Ano Internacional de Cooperação pela Água”

XIV UFMG JOVEM

A Diretoria de Divulgação Científica, órgão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da UFMG, promove no ano de 2013 a 14ª edição da UFMG Jovem. O evento consiste em uma feira de ciências voltada para alunos da educação básica de escolas públicas e privadas do estado de Minas Gerais. Este ano a feira seguirá a proposta pela UNESCO, e terá o “Ano Internacional de Cooperação pela Água” como tema principal de seus trabalhos. O evento, que é financiado pelo CNPq, conta com a parceria da COPASA, que comemorará no dia 5 de julho 50 anos de atuação no estado. Nesta edição a montagem de uma rede de jornalismo jovem, com transmissão simultânea via TV e web e produção de matérias jornalísticas sobre sustentabilidade será o grande diferencial do evento. A TV UFMG e a TV COPASA apoiarão a produção desse material no formato de um estúdio de TV durante a feira.

O objetivo da ação será de promover e divulgar, junto ao público juvenil, o uso de tecnologias sociais e digitais na interconexão de diferentes áreas do conhecimento debatendo importância da cooperação internacional para a preservação e democratização de acesso aos recursos hídricos.

Objetivo do Projeto:
O projeto visa integrar ações em curso em diferentes paises que mobilizam o público juvenil. Convidamos a todos a compartilhar suas ações na linguagem audiovisual. As postagens serão enviadas neste blog e durante a UFMG jovem de 2013 buscaremos provocar a troca de experiências entre os jovens dos diferentes paises usando as plataformas livres de comunicação. Trabalhamos associados ao projeto realizado no II Festival Franco-Americano de Ciências de Chicago (USA).





Visite o blog :

"Projeto Internacional filmando a água no Planeta". UFMG JOVEM: Água , câmera e ação.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

II Feira de Ciências do Norte de Minas Gerais

De 24 a 25 de Outubro, vem aí a "II Feira de Ciências do Norte de Minas Gerais". Das 9h às 17h, no Instituto de Ciências Agrárias do campus de Montes Claros.
Você não pode perder!!!



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A água oculta no cotidiano


Quando pensamos em gasto de água, pensamos apenas no consumo direto: lavar roupas, lavar o carro e a água usada para consumo. No entanto, a produção de diversos alimentos e bens de consumo do dia a dia gastam uma enorme quantidade desse líquido tão necessário.



http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/%C3%A1gua-oculta-no-cotidiano-164517297.html

quarta-feira, 17 de julho de 2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Filmando a Água no Planeta

Projeto Internacional Filmando a Água no Planeta

Video aguá Maria Eduarda 3ºC - Filmando a Água no Planeta

Video João Gabriel sobre água 3ºC - Filmando a Água no Planeta

Video Vinicius sobre água Turma 3ºC - Filmando a Água no Planeta

Oficina UFMG JOVEM 2013

14 º UFMG JOVEM

                                       

Alunos ganhadores do Ensino Fundamental.

https://www.ufmg.br/online/arquivos/029024.shtml
 
                                                                                                             Isabella Lucas/UFMG

Trabalho de Física! 2° ano 5 Escola Estadual Casimiro Silva. 14° Projeto...

Projeto Internacional Filmando a Água no Planeta - Escola Vereador Bened...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

PIBID - QUÍMICA UFMG JOVEM 2013

Ampliando espaços de discussão sobre recursos hídricos de Belo Horizonte: O projeto Água em Foco na Barragem Santa Lúcia e Córrego do Leitão (PIBID QUÍMICA).
Os alunos criaram Blogs para o projeto. Vamos conferir?

Turma 2.1:
- Grupo 1: www.doislados6.webnode.com
- Grupo 2: www.barragem.webs.com
- Grupo 3: www.ligacaopampulha.webnode.com
- Grupo 4: www.barragemsantalucia.blogspot.com.br


Turma 2.2:
- Grupo 1: www.pampulha-em-foco4.webnode.com
- Grupo 2: www.barragememfoco.wordpress.com
- Grupo 3: www.projetoaguaemfoco.wordpress.com
- Grupo 4: www.barragememfoco.blogspot.com.br


Turma 2.3:
- Grupo do Rafael: www.lagoapampulha23.blogspot.com
- Grupo 2: www.aguaemfoco23.blogspot.com
- Grupo Letícia: www.aguaemfocopampulha.wix.com/2013
- Grupo 4: www.bb55.webnode.com

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ano de Cooperação pela Água








Assista por que o Tio Marcelo autor da música "Água" , criou essa linda canção!






Projeto Internacional de Cooperação pela Água - Wisconsin(EUA)



Neste vídeo de Wisconsin, Estados Unidos, debate-se sobre como é possível uma gestão sustentável dos recursos hídricos, tendo como objeto principal de estudo o lago de Michigan.
Os estudantes de Milwaukee analisam os problemas relacionados à água, como o despejo de esgoto em rios, e pesquisam soluções, como a diluição de tais resíduos.
Para isto coletaram amostras da água do rio em trechos da área central da cidade e em trechos periféricos. Analisaram também os níveis de clorofila, a temperatura da água, a condutibilidade da água e como tudo isto se relaciona com a preservação do rio. 
Por fim, os alunos sugerem ações para maior preservação da água. Atos simples como banhos menos demorados e outros mais complexos, mas não impossíveis, como novos modos de limpar nossos rios e mares. E as sugestões vão desde a mudança de simples hábitos cotidianos até novos modos de limpar nossos rios e mares.
Ressaltam também que toda a pesquisa e propostas são para beneficiar não apenas uma pequena parcela da população, mas sim o planeta como um todo, para que o meio-ambiente possa ser salvo.



Envie também seu vídeo! 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Água! O que você tem a dizer?





Vídeo produzido pela Equipe da Diretoria de Divulgação Científica da UFMG, na Escola Municipal Vereador Benedito Batista.  O vídeo faz parte do Projeto Internacional Filmando a Água do Planeta.



Terra Planeta Água



Mais um vídeo que está participando do nosso Projeto.

domingo, 30 de junho de 2013

Olha a Água ...



Olha a água
        
pra matar a nossa sede
        
pra molhar a nossa casa
       
pra regar as nossas plantas
     
pra chover de madrugada
         
se é pouco é uma gota
          
é um pingo, uma lágrima

se é muito vira rio,cachoeira,vira lago, vira mar

água que a gente tem que economizar
                
Olha a água
    
pode ser um oceano
       
pode ser um mar inteiro
      
pode ser aquele banho
            
que eu tomo no chuveiro
           
quando chove vira nuvem
      
e despenca lá do céu
                    
quando cai no chão
    
é água pra beber pra tomar banho pra lavar

água que a gente tem que economizar

Porque senão um dia ela acaba
     
e então o que a gente vai fazer se não tem água
     
porque senão um dia a fonte seca
      
e o que vai ser então da nossa vida aqui na terra? (aqui no planeta Terra)



Esta música é parte integrante da Turminha do Tio Marcelo, de autoria do próprio. Seu uso é liberado para fins educativos.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013


Confira mais um vídeo produzido pela Diretoria de Divulgação Científica da UFMG (DDC)  para o Projeto
Internacional Filmando a Água do Planeta.
A entrevistada foi Adriana Sales, que conversou com a gente sobre a Gestão dos nossos córregos e rios. Além disso, nos apresentou sua tese de doutorado, na UFMG, sobre uma proposta de "descanalização" dos córregos e rios do Campus da UFMG - Pampulha.

Aguardamos mais vídeos!

Exposição Marie Curie em Uberaba

Exposição Marie Curie em Uberaba



Maiores informações no Blog    :http://mariecurieuberaba2013.blogspot.com.br/

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A história de um rio

Mais um vídeo do Projeto Internacional filmando a água no Planeta, "A história de um rio".
Estamos esperando o seu vídeo!


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Bazinga da Dengue - Trabalho UFMG JOVEM 2013

Introdução
A expressão Bazinga  é usada pelo Físico fictício Sheldon Cooper, personagem do seriado americano The Big Bang Theory, como piada, brincadeira ou comentário sarcástico, após resolver um problema ou encontrar uma resposta a uma questão. Ele usa esse termo para realçar o seu senso de humor que é incomum. Trata-se de uma brincadeira entre amigos.
Bazinga da Dengue é um jogo divertido que permite aos participantes aprenderem sobre a Dengue, doença que se vê cercada de mitos e desinformação, e sua relação com a água, tema transversal da XIV UFMG Jovem.
A elaboração do jogo partiu da necessidade dos estudantes do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal Minas Gerais – Campus Congonhas, bolsistas do PIBID, de abordar o tema Dengue em duas escolas públicas estaduais, na cidade de Congonhas, com alunos do ensino fundamental e médio.
Devido à proliferação de casos da doença entre alunos, professores e funcionários dessas escolas, foi solicitado aos bolsistas que preparassem algum material para abordar o assunto com esses alunos. Diante do desafio, Inicialmente, surgiram as seguintes questões:
Como abordar o tema Dengue de forma interessante para o aluno?
Como “sair” dos modelos tradicionais do tipo palestras, aulas, seminários, etc.?
Optou-se por fazer uma atividade lúdica que pudesse abordar o tema de forma divertida. Assim, surgiu a ideia de fazer um jogo.
O jogo foi idealizado pelo professor de Física, orientador dos bolsistas, e desenvolvido nas reuniões semanais que ocorrem entre ele e seus orientandos. Trata-se de um jogo que estimula a criatividade, avalia conhecimentos, desenvolve estratégias e torna o aprendizado prazeroso em uma brincadeira entre amigos.
Justificativa
O jogo e a brincadeira fazem parte das atividades lúdicas que estão presentes no contexto escolar como recursos didáticos importantes ou métodos educacionais que valorizam a aprendizagem significativa. Nas palavras de Maluf (2003, p. 29), “[...] as brincadeiras enriquecem o currículo, podendo ser propostas na própria disciplina, trabalhando assim o conteúdo de forma pratica e no concreto”. Nas brincadeiras o aluno vivencia situações de aprendizagem diferentes que podem ser de um líder de grupo, ou ser um interlocutor, ou representante de um setor da sociedade que tem a responsabilidade de tomar decisões, etc. A brincadeira educativa prioriza a imaginação como forma de chegar ao conhecimento e ao aprendizado. É importante ressaltar que a brincadeira realizada na escola, diferentemente daquelas realizadas no âmbito social do aluno, tem como função a construção de significados pelos estudantes e o desenvolvimento de saberes, competências e habilidades. O ambiente de desenvolvimento dessas brincadeiras é controlado e tem objetivos específicos. Para Kahl (2003), as brincadeiras ocorridas na escola têm que alcançar objetivos para a construção de conhecimentos, para auxiliar no desenvolvimento cultural e para a valorização de posturas como a solidariedade. Ou seja, o lúdico deve ser empregado visando à consolidação de fins educativos. Nesse cenário nasce o “Bazinga da Dengue”, um jogo divertido, criativo, no qual, por meio de perguntas, respostas e montagem de um quebra-cabeça, o aluno aprende conceitos relacionados à Dengue, doença que se encontra amplamente difundida na sociedade. A Dengue é uma doença democrática. Não escolhe cor, raça ou status social. Apresenta números alarmantes de casos de infecção e de óbitos divulgados na mídia. Aprender sobre a doença, sobre atitudes que podem ajudar a evitar a sua disseminação, sobre cuidados que devemos ter e sobre o que a ciência sabe a respeito dela é o que esperamos conseguir ao jogar o Bazinga da Dengue.
Objetivo Geral
Apresentar o jogo Bazinga da Dengue como alternativa lúdica para ensinar sobre a Dengue enfatizando sua relação com a água e com conhecimentos científicos sobre a doença.
Metodologia
O Jogo foi idealizado pelo orientador dos bolsistas e seu desenvolvimento ocorreu em reuniões semanais. Nessas reuniões foram discutidas as regras, o formato, o modelo e os objetivos do jogo.
Definidos esses parâmetros, os bolsistas do PIBID pesquisaram sobre Dengue em diversas fontes e criaram perguntas e respostas. A partir das perguntas foram criados 36 quebra-cabeças e três baralhos de cartas que compõe o jogo. Um protótipo do jogo que será apresentado e jogado na UFMG Jovem, cujos detalhes serão abordados nos Resultados.
Resultados
O resultado prático do trabalho foi a construção do protótipo do jogo Bazinga da Dengue que é constituído de 36 quebra-cabeças com perguntas sobre Dengue; de 18 cartas “Geek” para pedir ajuda ao oráculo; de 18 cartas “Bazinga” para passar a pergunta a um oponente; de 36 cartas “Sheldon Cooper” com as respostas. Ele foi “jogado”, de forma piloto, entre os bolsistas do PIBID, para correções de falhas que ocorreram nas regras, nos quebra-cabeças nos baralhos. Após a correção dessas falhas, o protótipo será usado nas escolas estaduais como atividade lúdica para os alunos de ensino fundamental e médio. A seguir, apresentaremos de forma sucinta as regras do jogo.
Regras
Inicialmente o cada jogador recebe cartas Bazinga e Geek para serem usadas em momentos oportunos. O jogo começa com um sinal, dado por um dos jogadores, e todos os jogadores deverão tentar mondar um dos quebra-cabeças que está sobre a mesa. O jogador que conseguir montar primeiro um quebra cabeça será o vencedor da rodada. Ele deverá dizer “Bazinga” para indicar aos outros jogadores que completou o quebra-cabeça e a rodada terminou. Os demais jogadores deverão parar imediatamente de montar os seus respectivos quebra-cabeças. O vencedor da rodada deverá escolher uma das seguintes opções:
a.    Responder a pergunta que está no quebra-cabeça.
b.    Solicitar ajuda do oráculo usando a sua carta “Geek” e depois responder a pergunta.
c.    Passar a pergunta para outro jogador responder usando a sua carta “Bazinga”.
A resposta será conferida com a carta Sheldon Cooper. Se o jogador responder corretamente ele ganha os pontos da questão, caso contrário perde pontos que serão deduzidos dos que ele já tem. Nova rodada se inicia e o jogo termina quando todos os quebra-cabeças forem montados.
Conclusão
Até o momento da elaboração desse artigo temos resultados parciais, pois o jogo ainda não foi praticado pelos alunos de ensino fundamental e médio das escolas estaduais. Porém, a Dengue apresenta números alarmantes de casos de infecção e de óbitos divulgados na mídia. Assim, ao Jogar Bazinga da Dengue, esperamos que esses alunos possam aprender sobre essa doença, sobre atitudes que possam ajudar a evitar a sua disseminação e sobre o que a ciência sabe a respeito dela.
 Referências
Agência Fiocruz de Notícias. Disponível em <http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=339&sid=12> Acesso em 18/05/2013
KAHL, K.; LIMA, M.E.O.;GOMES, I. Alfabetização: construindo alternativas com jogos pedagógicos. Blumenau: 2003.

MALUF, A. C. M. Brincar prazer e aprendizado. Vozes, Petropolis: 2003.

NEPSO DAS ÁGUAS: PESQUISA DE OPINIÃO NO ESTUDO DE TEMÁTICAS RELACIONADAS À AGUA - TRABALHO UFMG JOVEM 2013


NEPSO DAS ÁGUAS: PESQUISA DE OPINIÃO NO ESTUDO
DE TEMÁTICAS RELACIONADAS À AGUA
Juliana Batista Faria
Professora de Matemática do Centro Pedagógico – UFMG
Fabrine Leonard Silva
Professor de Educação Física do Centro Pedagógico – UFMG
Adriana Angélica Ferreira
Professora de Geografia do Centro Pedagógico – UFMG
André Augusto Deodato
Professor de Matemática do Centro Pedagógico – UFMG
Doutorando da Faculdade de Educação – UFMG
Ana Elisa Lima
Estudante da Licenciatura em Geografia – UFMG
Priscila Fabiana Marques
Estudante da Licenciatura em Geografia – UFMG
Leonardo Alves da Silva
Estudante da Licenciatura em Geografia – UFMG



1. Introdução
Este texto busca relatar e refletir sobre a experiência pedagógica de
realização de 5 (cinco) pesquisas de opinião sobre temáticas relacionadas à água
que estão se desenvolvendo ao longo do 1º semestre de 2013 e são
protagonizadas por estudantes do 2º ciclo do Centro Pedagógico da UFMG. As
pesquisas se desenvolvem por meio da metodologia NEPSO (Nossa Escola
Pesquisa Sua Opinião) e as aulas são ministradas por graduandos do curso de
Licenciatura em Geografia da UFMG. Tais graduandos são orientados por uma
equipe multidisciplinar formada por professores do Centro Pedagógico da UFMG.
2
O programa NEPSO tem como principal objetivo promover o uso
pedagógico da pesquisa de opinião pelos alunos de escolas públicas1. Trata-se
de um programa que conta com o apoio de diversos parceiros, destacando-se o
Instituto Paulo Montenegro2 e a ONG Ação Educativa3. O NEPSO é desenvolvido
por estudantes do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e de Cursos de
Educação de Jovens e Adultos. No caso específico do Centro Pedagógico (CP),
há desde 2012 um projeto de ensino – O NEPSO no CP – sendo desenvolvido
pelo Núcleo de Matemática para promover a formação docente: monitores da
graduação de todas as áreas do conhecimento recebem orientação para
desenvolver a metodologia NEPSO com os estudantes do ensino fundamental
que são alunos do CP. No decorrer dessa formação, esses monitores têm a
oportunidade de atuar diretamente em sala de aula sob orientação de professores
da escola, lecionando para turmas com até 15 alunos.
O projeto de ensino “NEPSO DAS ÁGUAS” se insere nesse projeto maior e
é coordenado por professores que atuam na escola, integrantes dos Núcleos de
Matemática, Geografia e Educação Física do CP. Ao todo são 70 estudantes de
2º ciclo envolvidos, distribuídos em cinco turmas diferentes.
A ideia de realizar pesquisas de opinião sobre temáticas relacionadas à
Água surgiu a partir da publicação do edital da XIV UFMG Jovem. Desde então,
os estudos iniciais do projeto foram planejados com a intenção de fomentar
discussões envolvendo a relação entre a sociedade e a natureza na sua vertente
hídrica. O estudo sobre a água, em diferentes perspectivas que orientaram essa
proposta de pesquisa e de aprendizagem, decorre da própria temática geral da
XIV UFMG Jovem, que privilegiou as discussões globais relacionadas ao “Ano
Internacional de Cooperação pela Água”.
O contato com o material de divulgação do evento possibilitou uma reflexão
que tem chamado a atenção dos propositores desta pesquisa, a saber, a
ausência e/ou afastamento dos seres humanos das representações que indicam a
1 Aos professores interessados em utilizar essa metodologia em sala de aula recomenda-se a
leitura do Manual do professor (LIMA et al, 2010), disponível em http://www.nepso.net/.
2 Organização sem fins lucrativos, criada pelo IBOPE em 2000, desenvolve e executa projetos
educativos.
3 Organização fundada em 1994, com a missão de promover os direitos educativos e da
juventude, tendo em vista a justiça social, a democracia participativa e o desenvolvimento
sustentável no Brasil.
3
existência do ciclo da água na natureza. Por exemplo, ao se analisar o cartaz da
XIV UFMG Jovem é possível encontrar representações do elemento água na
natureza, mas não se encontra representado ali uma relação desse elemento com
a sociedade, como a que ocorre, por exemplo, nos espaços urbanos. A partir
dessa percepção, tanto o cartaz do evento quanto outras representações do ciclo
da água foram utilizadas para sensibilizar os alunos envolvidos nessa experiência
pedagógica acerca da necessidade de ampliar a discussão sobre a temática geral
da pesquisa a ser realizada, explorando suas múltiplas possibilidades.
A subjetividade inerente aos diferentes grupos de alunos envolvidos, bem
como a orientação dos graduandos responsáveis pela preparação dos alunos
para a realização da pesquisa de opinião, resultou em diversos subtemas. Assim,
os próprios estudantes de cada turma escolheram uma temática para
aprofundamento, tais como: “Enchentes”, “Esportes Aquáticos e Saúde”,
“Dengue”, “Hábitos Adequados de Uso da Água” e “Esportes Aquáticos”.
O desenvolvimento das pesquisas de opinião tem possibilitado a
problematização do tema água sob esses diferentes enfoques, a construção de
habilidades matemáticas relativas ao tratamento da informação e a aprendizagem
de atitudes de respeito à opinião das pessoas, de colaboração para o trabalho em
equipe e de reflexão crítica sobre procedimentos e resultados de pesquisas de
opinião e seus impactos sobre a realidade que nos cerca.
2. Justificativa
A pesquisa de opinião é um instrumento de análise e compreensão da
realidade muito presente na vida cotidiana, sendo amplamente utilizada por
diferentes instituições públicas e privadas, organizações governamentais, veículos
de imprensa, empresas, universidades ou institutos de pesquisa, etc. Os
resultados dessas pesquisas têm impactos na vida das pessoas, os quais, muitas
vezes, elas desconhecem ou não sabem avaliar. Infelizmente, o fato de as
informações geradas por pesquisas de opinião estarem cada vez mais presentes
nos meios de comunicação
não quer dizer, entretanto, que tais informações sejam sempre
compreendidas e interpretadas adequadamente. Pelo contrário, estudos
recentes mostram que poucas pessoas dominam os conceitos de
matemática como os de porcentagem ou média, frequentemente
4
utilizados nesses tipos de estudo. Também são muitas as que não
sabem como ler dados apresentados em tabelas ou gráficos. (LIMA et
al, 2010, p. 39)
Uma dos objetivos pedagógicos da pesquisa de opinião na escola é
exatamente promover o desenvolvimento de habilidades relativas ao Tratamento
da Informação, instrumentalizando o educando para a compreensão dos
conceitos e procedimentos matemáticos envolvidos.
A importância e interesse alcançados pelo Tratamento da Informação
nos dias de hoje, tanto nos aspectos voltados para uma cultura básica
quanto para a atividade profissional, se deve à abundância de
informações e às formas particulares de apresentação dos dados com
que se convive cotidianamente. Assim, o estudo [...] dos conteúdos
estabelecidos no Tratamento da Informação justifica-se por possibilitar o
desenvolvimento de formas particulares de pensamento e raciocínio para
resolver determinadas situações-problema que envolvem fenômenos
aleatórios nas quais é necessário coletar, organizar e apresentar dados,
interpretar amostras, interpretar e comunicar resultados por meio da
linguagem estatística. (BRASIL, 1998, p. 134)
A formação dos estudantes para o exercício da cidadania, para o trabalho e
a contribuição para o desejo de se continuar aprendendo ao longo da vida é o que
se propõe para a educação desde a LDB (1996) e da proposição das Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
Ampliar a cidadania é um dos objetivos centrais que devem orientar o
trabalho pedagógico. Tal objetivo requer o desenvolvimento de
competências e habilidades que permitam entender a sociedade em que
vivemos. Entender essa sociedade não como um cenário estático, mas
como uma produção dinâmica da humanidade – reconstruída em
processo contínuo por todos os indivíduos e grupos humanos.
Desenvolver a cidadania é capacitar-se, entre outras habilidades, a
avaliar o sentido do mundo em que se vive, os processos sociais e seu
próprio papel nesses processos. (MONTENEGRO; RIBEIRO, 2002, p.
17)
Pesquisar é uma atividade comum nas escolas. O que se propõe com o
NEPSO, porém, é que o aluno se torne protagonista da atividade de pesquisa e
por meio dela compreenda o papel da pesquisa de opinião na interpretação da
realidade e na reflexão sobre a sociedade em que vivemos.
Dois aspectos fundamentais do trabalho com a metodologia NEPSO dizem
respeito ao seu potencial de contextualização dos conhecimentos construídos
pelos estudantes e de motivação gerada pela participação ativa dos estudantes
em todo o processo. Quando eles elegem temas sobre os quais desejam saber a
opinião das pessoas, eles o fazem a partir de relações com a sua vida e as
5
vivências de suas comunidades, de suas experiências e de seus modos próprios
de se relacionarem com o mundo. Partindo dessa escolha, o estudo
desencadeado pelo NEPSO ultrapassa os limites estabelecidos por cada
disciplina, possibilitando uma abordagem pedagógica transdisciplinar,
potencializando a construção de novos conhecimentos e o desejo de aprender.
3. Objetivo geral
O objetivo geral do projeto NEPSO DAS ÁGUAS é oportunizar aos
estudantes do ensino fundamental e aos futuros professores a experiência de
realização das diferentes etapas de uma pesquisa de opinião, de modo a
promover a análise e a reflexão crítica sobre procedimentos e resultados de
pesquisas de opinião, bem como de seus impactos sobre a realidade.
Para cada temática desenvolvida, há ainda objetivos específicos de análise
das opiniões investigadas, objetivos que se concretizam no modo como os
questionários foram elaborados por cada turma. Exemplos de perguntas de tais
questionários serão apresentados na seção 5 deste texto (resultados obtidos).
Esperamos que o desenvolvimento deste projeto amplie as visões de
mundo dos estudantes envolvidos, alimentando seu desejo de compreender e
transformar a realidade; que nossos educandos e nós mesmos relacionemos as
pesquisas realizadas com nossas vidas, tornando-nos mais capazes de avaliar as
questões sociais, econômicas, culturais e políticas que movem nossa sociedade,
e de realizar escolhas conscientes, atuando como cidadãos comprometidos com
um mundo melhor.
4. Metodologia
O desenvolvimento do projeto NEPSO DAS ÁGUAS ocorre em duas
esferas: a da formação docente e a da formação discente.
A primeira esfera refere-se aos encontros para estudo e planejamento que
os monitores da graduação realizam coletivamente sob a orientação dos
professores do Centro Pedagógico. Esses monitores são estudantes da
Licenciatura em Geografia e são bolsistas de um projeto denominado Imersão à
6
Docência4. Alem de acompanharem as aulas de vários professores de
determinada turma e participarem de encontros quinzenais de um programa de
formação docente para o ciclo em que atuam, eles recebem uma orientação
semanal específica para que possam assumir aulas em pequenas turmas de
alunos que são agrupados uma vez por semana para um trabalho pedagógico
que tem a duração de um semestre. A esse trabalho, parte integrante do currículo
de toda a escola, denominamos Grupo de Trabalho Diferenciado (GTD). Os
encontros para essa formação ocorrem semanalmente às terças-feiras, de 17h às
18h30min. Neles são planejadas, organizadas, relatadas e avaliadas todas as
ações do GTD, além de se discutirem questões específicas de aprendizagem,
comportamento e avaliação dos educandos com os quais os monitores atuam.
A segunda esfera refere-se ao desenvolvimento do projeto diretamente
com os estudantes do 2º ciclo. São cinco turmas de GTD que totalizam 70
estudantes de 4º, 5º e 6º anos. São esses estudantes que protagonizam as
situações de aprendizagem, sendo constantemente motivados a participar
efetivamente das aulas, expondo suas ideias, experiências, questionamentos e
sugestões, e realizando as produções solicitadas pelos monitores. Os resultados
dessas aulas são levados para a reunião de formação, (re)alimentando nosso
planejamento de ações coletivas para o desenvolvimento do projeto.
Por meio da metodologia NEPSO os alunos realizam os passos de uma
pesquisa de opinião. Primeiramente eles definem o tema da pesquisa, em
seguida passam por um período de qualificação do tema, com estudos e
discussões sobre o assunto escolhido. O terceiro passo é a identificação dos
sujeitos e definição do tamanho da amostra que servirá como público-alvo da
pesquisa. Os estudantes então elaboram os questionários, planejam e executam
o trabalho no campo de pesquisa. Após a coleta de material empírico, os dados
4 O projeto de Imersão a Docência ocorre no Centro Pedagógico, desde 2011, a partir da
implementação do Tempo Integral como forma de (re)estruturação do projeto político pedagógico
da instituição. Os estudantes das diferentes áreas de conhecimento da UFMG que integram esse
projeto se envolvem com a docência a partir de diferentes atividades, dentre as quais se destaca a
oferta de um módulo de ensino denominado GTD (Grupo de Trabalho Diferenciado), cuja
organização possibilitou o desenvolvimento do processo de pesquisa “NEPSO DAS ÁGUAS”.
Destaca-se nesse processo de formação docente o contato semanal que os residentes mantêm
com os professores da sua área de formação e que atuam no CP. Tais professores são
responsáveis por acompanhar o desenvolvimento do seu trabalho no GTD, bem como por
fomentar a ampliação de seus conhecimentos sobre as questões que envolvem a sua disciplina
acadêmica e as questões pedagógicas do universo escolar.
7
são tabulados, constroem-se gráficos e analisam-se os resultados. Por fim,
dedicam-se à divulgação da pesquisa, por meio de cartazes, pôsteres e/ou slides
para apresentação.
No decorrer dessas etapas a ideia é que cada professor dê maior ênfase
àquilo que considera mais relevante para ser desenvolvido com seus alunos. Ou
seja, a pesquisa de opinião ganha contornos diferentes dependendo da
orientação que os alunos recebem. Mesmo considerando essa possível (e
desejável) diversidade, espera-se que os alunos tenham a oportunidade de
vivenciar algumas experiências e desenvolver certas habilidades, comuns, em
cada etapa da metodologia NEPSO.
No processo de definição do tema, é desejável que os alunos tenham a
liberdade de escolha de um tema que lhes seja significativo, que surja de um
interesse genuíno ou de demandas próprias de sua turma. Um tema que se
relacione com a sua realidade. Eles são levados a refletir em torno de perguntas
como: “O que queremos saber?”; “Que hipóteses temos sobre esse assunto?”;
“Que variáveis ou aspectos estão envolvidos nesse tema?”.
Com isso, na etapa seguinte – qualificação do tema – eles passam a refletir
sobre seus conhecimentos prévios e aprofundar o estudo da temática, ampliando
sua capacidade de estabelecer relações e propor questionamentos que
caracterizem uma pesquisa de opinião sobre o tema. Assim, possibilita-se que os
alunos aprendam a olhar para questões locais de modo a vislumbrá-las dentro de
um contexto mais amplo.
Após estudar o contexto sobre o qual pretendem investigar, eles chegam à
terceira fase da pesquisa: definição da população e amostra que será utilizada por
eles. Nesse momento, é possível fazer os alunos refletirem sobre o quanto o
formato e os resultados de uma pesquisa podem variar, dependendo do público
escolhido para respondê-la. Também se analisa como é possível “manobrar” uma
pesquisa de modo que se chegue a resultados que possam servir a interesses de
determinados setores da sociedade. É uma oportunidade importante para
professores, especialmente os de Matemática, discutirem com os alunos como
amostras viciadas ou muito pequenas podem refletir resultados “mentirosos”.
Para elaborar e aplicar o(s) questionário(s) os alunos são levados a refletir
sobre “que perguntas devemos fazer para responder nossa principal questão de
8
investigação?”. É uma ótima possibilidade para discutir como questionários mal
feitos podem contribuir para o fracasso de uma pesquisa. É um momento
importante para que se aprendam regras básicas relacionadas ao modo como um
pesquisador deve abordar o público que será entrevistado.
A tabulação do material empírico e a construção dos gráficos são uma
etapa especial da metodologia NEPSO no sentido de desenvolver várias
habilidades relativas a conteúdos específicos de matemática, principalmente
aquelas que se referem ao bloco de conteúdos Tratamento da Informação.
Refletir sobre questões como: “Qual é a melhor maneira para organizarmos esses
dados?”; “Qual gráfico reflete melhor os dados que obtivemos?”; “A escala desse
gráfico está apropriada?” faz parte do processo de desenvolver tais habilidades.
A fase final da pesquisa envolve análise e apresentação dos resultados. É
o momento ideal para ensinar aos alunos como fazer os cruzamentos de
informações para confirmação (ou não) das hipóteses por eles levantadas. É
também uma ocasião propícia para incentivar os alunos a sistematizarem seus
pensamentos, a se organizarem para a exposição dos resultados encontrados.
O projeto NEPSO DAS ÁGUAS iniciou-se em março de 2013 e prevê-se
sua conclusão para julho do mesmo ano, quando os estudantes apresentarão os
produtos finais em eventos organizados pelo CP e pela UFMG. No 2º semestre os
estudantes farão uma apresentação de sua pesquisa no Seminário Regional do
Pólo Minas Gerais do Programa NEPSO, quando todas as escolas cadastradas
no Programa se reúnem para apresentar os trabalhos dos alunos.
As aulas do projeto ocorrem às quartas e sextas-feiras, no horário de
13h40min a 15h10min. Cada turma tem um encontro semanal. O QUADRO 1
apresenta dados sobre as turmas, monitores envolvidos, dia de trabalho e
temática escolhida.
Quadro 1 – Distribuição das Turmas
Turma Ano
escolar
N° de
alunos Monitor(a) Dia de
Aula Temática Escolhida
A1 4º ano 16 Ana Elisa Lima Quarta
Esportes Aquáticos e
Saúde
A2 5º ano 9 Leonardo Alves da Silva Quarta Dengue
A3 6º ano 12 Priscila Fabiana Marques Quarta Enchentes
B1 4º ano 14 Ana Elisa Lima Sexta
Hábitos Adequados de Uso
da Água
B2
5º e 6º
anos
19
Leonardo Alves da Silva e
Priscila Fabiana Marques
Sexta Esportes Aquáticos
9
Os QUADROS 2 e 3 apresentam os dois cronogramas5 de trabalho das
turmas. As cinco turmas encontravam-se na fase 1 de tabulação dos dados
quando da escrita deste texto6.
Quadro 2 – Cronograma de Atividades – Turmas A
N° Turmas de Quarta-Feira – Etapas da Pesquisa
0 20/03 - “Supermãe” e “Adolescentes e internet” – Introdução às Pesquisas de Opinião
1 27/03 – Qualificação do tema Água
2 03/04 – Qualificação do tema Água
3 10/04 – Qualificação do tema Água / Montagem do Caderno de Campo
4 17/04 – Definição dos objetivos da pesquisa e definição da população e da amostra
5 24/04 – Elaboração dos questionários – parte I
6 08/05 – Questionários – parte II – Preparação do Trabalho de Campo
7 15/05 – Trabalho de campo
8 22/05 – Tabulação e processamento das informações – Fase 1
9 29/05 – Tabulação e processamento das informações – Fase 2
10 05/06 – Análise e interpretação dos resultados – Requalificação do tema
11 12/06 – Análise e interpretação dos resultados – Requalificação do tema
12 19/06 – Preparação da Apresentação / Finalização dos Cadernos de campo
13 26/06 – Simulação da Apresentação
14 03/07 – Montagem do stand – XIV UFMG Jovem (a escola estará envolvida na montagem).
15 04 e 05/07 – XIV UFMG JOVEM
Quadro 3 – Cronograma de Atividades – Turmas B
N° Turmas de Sexta-Feira – Etapas da Pesquisa
0 22/03 – “Supermãe” e “Adolescentes e internet” – Introdução às Pesquisas de Opinião
1 05/04 – Qualificação do tema Água
2 12/04 – Qualificação do tema Água
3 19/04 – Qualificação do tema Água / Montagem do Caderno de Campo
4 26/04 – Definição dos objetivos da pesquisa e definição da população e da amostra
5 03/05 – Elaboração dos questionários – parte I
6 10/05 – Questionários – parte II – Preparação do Trabalho de Campo
7 17/05 – Trabalho de campo
8 24/05 – Tabulação e processamento das informações – Fase 1
9 07/06 – Tabulação e processamento das informações – Fase 2
10 14/06 – Análise e interpretação dos resultados – Requalificação do tema
11 21/06 – Análise e interpretação dos resultados – Requalificação do tema
12 28/06 – Preparação da Apresentação / Finalização dos Cadernos de campo
13 03/07 – Montagem do stand – XIV UFMG Jovem (a escola estará envolvida na montagem).
14 04 e 05/07 – XIV UFMG JOVEM
No decorrer das aulas do projeto, os estudantes são orientados a fazer
registros em um “caderno de campo”, aproveitando revistas antigas e papéis
5 Em função de recessos escolares, as turmas do tipo A (quarta-feira) e as turmas do tipo B
(sexta-feira) possuem cronogramas distintos, explicitados nos Quadros 2 e 3, respectivamente.
6 A versão final deste texto foi concluída em 28 de maio de 2013.
10
usados para montar um portfólio. Os resultados da pesquisa serão organizados
em pôsteres, cartazes e pequenos folders para divulgação. Além disso, os
visitantes do stand da XIV UFMG JOVEM serão convidados a participarem das
pesquisas, realimentando os dados obtidos e gerando novas informações para o
trabalho.
5. Resultados obtidos
Na fase em que se encontra o desenvolvimento do projeto ainda não é
possível apresentar resultados das pesquisas de opinião. Entretanto, apresentase
aqui breve relato de como algumas das etapas já realizadas se
desenvolveram.
Os trechos a seguir, extraídos de relatos escritos pelos monitores das
turmas, exemplificam o processo de escolha e qualificação do tema, além de
demonstrarem que esse processo se desenvolve de maneira diversificada,
conforme as ideias, experiências e interesses das pessoas envolvidas:
Primeiramente, fiz uma reflexão com os alunos, levando-os a pensar de onde vem a água,
como ela chega até as nossas casas, qual a importância da água para nossas vidas e
também a importância em economizar este recurso para que no futuro não soframos com
sua falta. Após esta aula inicial trabalhamos com o ciclo das águas, frisando
detalhadamente cada etapa do processo, e sempre salientando que o homem participa
ativamente deste ciclo. Ainda em um trabalho comum com ambas as turmas, iniciamos os
estudos sobre recursos hídricos, explorando o conhecimento empírico dos alunos, sempre
fazendo referência às bacias hidrográficas conhecidas dos discentes e de suas famílias
(foi orientado que os mesmos realizassem uma pequena pesquisa com seus familiares
sobre a história dos rios que existem em seus bairros, se foram canalizados, se
eventualmente há ou houve transbordamentos, o porquê de suas denominações, como
está a situação das moradias ao entorno, entre outras questões). Após esses estudos
apresentei para os alunos o curta-metragem em 2D: “O rio: A sina das águas” de Péricles
Brandão Pinto, orientando-os a perceberem os seguintes aspectos: como o tempo é
marcado na animação?; Quando as cheias passam a ser um problema?; Qual o destino
do curso d’água na animação? Após esses apontamentos, foram apresentados aos alunos
os conceitos de bacia hidrográfica, com apresentação de uma imagem de satélite da bacia
da Pampulha. Foram abordadas nesta etapa do processo as seguintes temáticas:
urbanização, canalização, inundações e cheias naturais dos rios. Ao termino desta aula
foram discutidos os subtemas propostos pelos alunos para a aplicação do NEPSO. A
turma de quarta-feira, incentivada pela exibição do curta-metragem “O rio: A sina das
águas”, escolheu como objeto para a pesquisa de opinião o subtema “Enchentes”. [...] Ao
final da qualificação deste tema escolhi uma imagem que caracteriza uma enchente nas
grandes cidades brasileiras e solicitei aos alunos que a analisassem e depois
respondessem perguntas acerca do que foi estudado.
(Trecho do Relato da Monitora Priscila Fabiana Marques)
11
A primeira ideia que tive para realizar o trabalho foi explorar os usos da água, além de sua
qualidade e do seu acesso em diferentes bairros da cidade. Discutindo essa ideia inicial,
alem de outras sugestões, inclusive dadas pelos próprios alunos, chegou-se à conclusão
de que partindo do principio de qualidade da água, poderíamos estudar doenças
transmitidas pela água, tema que agradou à maioria dos alunos. Levando esse tema para
as reuniões de orientação, percebemos que ele poderia ficar muito amplo para a
construção das entrevistas. Sugeriu-se que, já que a ideia era pesquisar sobre doenças
relacionadas à água, nada mais adequado do que focar então no grande problema que
enfrentamos atualmente: A Dengue. Voltando para a sala de aula, conversando com os
alunos, ficou claro o interesse ainda maior deles no tema, pois a dengue é uma situação
comum à grande maioria, até nas próprias famílias. Além disso, percebemos que o estudo
seria importante para a conscientização das crianças e de suas famílias, pois elas
obteriam um conhecimento muito maior no assunto. Com isso, a pesquisa iria alem da
importância pedagógica, influenciando na própria sociedade.
(Trecho do Relato do Monitor Leonardo Alves da Silva)
Após a escolha do tema, o estudo qualificado e a definição dos objetivos e
público-alvo das pesquisas, duas aulas foram dedicadas à elaboração e
organização de perguntas que iriam compor os questionários. As figuras 1 a 5 a
seguir ilustram algumas perguntas extraídas dos questionários produzidos por
cada turma.
FIGURA 1 – Questionário A1 – 4º ano – Esportes Aquáticos e Saúde
FIGURA 2 – Questionário A2 – 5º ano – Dengue
12
FIGURA 3 – Questionário A3 – 6º ano – Enchentes
FIGURA 4 – Questionário B1 – 4º ano – Hábitos Adequados de Uso da Água
FIGURA 5 – Questionário B2 – 5º e 6º anos – Esportes Aquáticos
Após o término da elaboração dos questionários, os estudantes receberam
instruções sobre como abordar as pessoas para aplicá-los. Em uma das turmas
13
de 4º ano, houve tempo para que os alunos fizessem uma pesquisa piloto,
objetivando testar o questionário elaborado e fazer ajustes adequados às
perguntas e ao modo de fazer as perguntas ao entrevistado.
Na aula seguinte ao término dos questionários, todas as turmas do dia
(quarta ou sexta-feira) foram levadas à Praça de Serviços da UFMG para
realizarem as entrevistas. Esse foi um momento de intensa participação dos
alunos, que se sentiram verdadeiros pesquisadores e se dedicaram com muita
seriedade à coleta das informações.
6. Conclusão
Avaliamos que o trabalho com a pesquisa de opinião tem propiciado um
processo de aprendizagem significativo para nossos estudantes, especialmente
do ponto de vista da construção de habilidades matemáticas relativas ao
tratamento da informação.
Acreditamos que, com a análise dos resultados obtidos pela pesquisa, os
estudantes conseguirão responder de forma satisfatória aos objetivos que
estabeleceram. Motivaremos a discussão e a reflexão sobre os resultados,
buscando a compreensão do significado dos números para a investigação
proposta, procurando conversar sobre as razões (pessoais, sociais e culturais)
que levaram cada grupo de pessoas a responderem do modo como o fizeram.
Com a análise dos dados, pretendemos problematizar com os educandos o
papel que a matemática ocupa nas pesquisas e a ideia comum de que uma
afirmação é verdadeira a partir do momento em que “os números mostram...”. Ao
vivenciar os bastidores de uma pesquisa, os alunos poderão entender que
pesquisas podem servir a interesses de determinados grupos da sociedade e, por
isso, serem manipuladas por tais grupos.
Também buscaremos contribuir para que os estudantes compreendam
como a relação sociedade natureza está presente em nosso cotidiano,
desconstruindo a percepção de que existe apenas uma natureza natural do
mundo – intocada – e que os seus componentes, que se apresentam no nosso
dia-a-dia, não podem ser considerados pertencentes à natureza. Desse modo,
acreditamos que podemos auxiliar os alunos no entendimento sobre o que vem se
14
constituindo como uma segunda natureza, resultado da ação humana no espaço
físico do planeta.
Destacamos outros aspectos que já avaliamos como resultado do nosso
trabalho: a dimensão atitudinal desencadeada pelo processo de pesquisa de
opinião – aprender a abordar as pessoas, a respeitar outras opiniões, a trabalhar
em equipe; e o impacto da própria pesquisa sobre as pessoas que participaram
dela direta ou indiretamente: vários alunos nos relataram que, ao aplicarem o
questionário com as pessoas, encontraram ocasião para conversar e informá-las
sobre o tema, além de aprender bastante com elas.
Para finalizar, destacamos que esse trabalho tem contribuído para instigar
novas reflexões sobre a formação docente, nos fornecendo elementos para
planejar e avaliar a formação dos professores a partir da sua atuação direta com
os alunos e da reflexão coletiva sobre os encontros – e desencontros – com os
estudantes do ensino fundamental e com seus diferentes modos de ser e
aprender.
7. Referências
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros curriculares
nacionais: matemática. 5ª a 8ª séries. Secretaria de Educação Fundamental. –
Brasília: MEC/SEF, 1998.
LIMA, A. L. D´I. et al. Nossa escola pesquisa sua opinião: manual do professor.
3ª Ed. São Paulo: Global, 2010. Disponível em: http://www.nepso.net/publicacao.
Último acesso em: 28/03/2013.
MONTENEGRO; F; RIBEIRO, V. M. Nossa escola pesquisa sua opinião: manual
do professor. 2ª Ed. São Paulo: Global, 2002.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Logo Projeto - UFMG Jovem Água, Câmera e Ação !






Projeto Internacional Filmando a Água no Planeta - Índia

Você não pode deixar de assistir!!!



           Nossos parceiros da cidade de Bangalore, na Índia, produziram um interessante vídeo sobre a situação atual da água no mundo e sobre como podemos melhorar o excesso de poluição e desperdício. Eles ressaltam que este elemento tão presente no Planeta Terra é importante para a vida de todos os seres vivos, e que sua ausência gera doenças, pobreza, fome, desigualdade e outras mazelas. Então, o "Movimento das Crianças pela Conscientização Cidadã" nos atenta para a importância vital da água e propõe uma gestão sustentável de tal recurso para beneficiar não só a geração atual como as futuras também. Para isto, há diversas maneiras sustentáveis de gestão de água, dentre elas a restauração de lagos, reciclagem de água e utilização de água de chuva em lavouras. Enfatizam, porém, que tudo isto só possível com uma participação ativa da população, com todos colaborando e agindo para mudar e influenciar outras pessoas a mudarem.







quinta-feira, 6 de junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dia Mundial do Meio Ambiente





Hoje, dia 5 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente!
Criado pela Assembleia Geral da ONU em 1972, o dia é uma das principais ações das Nações Unidas para chamar a atenção para a maneira que afetamos a natureza.


Em 2013, a proposta do XIV UFMG Jovem apresenta a amplitude e a interconexão de diferentes áreas do conhecimento. Atendendo a chamada da Assembleia Geral das Nações Unidas através da UNESCO para o Ano Internacional para a Cooperação pela Água, destacaremos os trabalhos voltados para a discussão de tecnologias sociais, digitais e outras visando a cooperação de recursos hídricos e a importância da preservação da água o meio ambiente.








IRRIGAÇÃO SUSTENTÁVEL DE SUBSISTÊNCIA

Trabalho UFMG JOVEM 2011




Daniel Pereira Braga
João Victor Xavier Machado
Karine Maria de Jesus
Maralice Machado Silva
Orientadora: Sandra Helena Breder de Barros
Escola Municipal Murilo Rubião



1. Resumo
O presente trabalho, de cunho socioambiental, pretende incentivar a reutilização das águas, comumente descartadas, provenientes do uso doméstico, tais como do chuveiro, de pias, de tanques e de máquinas de lavar na irrigação de hortas domiciliares e limpeza geral. Visando uma irrigação sustentável de subsistência e considerando a presença de substâncias químicas em tais águas, o projeto busca: estimular a adoção e a prática de técnicas simples de uso diário, que gerem hábitos de postura e respeito ecologicamente corretos na utilização e descarte de águas e produtos domésticos, por meio de metodologias educativas, interdisciplinares e padronizadas; promover a redução da quantidade de água diariamente utilizada em setores domésticos e consequentemente a redução nos valores econômicos da residência; promover a interação educando-escola, levando a comunidade envolvida a uma reflexão sobre ética e responsabilidade na melhoria de qualidade de vida junto aos elementos químicos cotidianamente presentes; incentivar a expansão e atuação de uma consciência socioambiental local, com foco global, como disposto na Política Nacional de Educação ambiental – PNEA.
2. Introdução
Atualmente, cerca de 3600 km³ de água doce são utilizados para uso humano – o que equivalente a 580 m³ per capita por ano. É na agricultura que se usa a maior quantidade de água, responsável no mundo todo por aproximadamente 69% de todo o gasto. A utilização para fins domésticos conta com 10% e a indústria consome 21% da toda a água retirada. Dos 3600 km³ de água retirados anualmente, aproximadamente metade é absorvida através da evaporação e transpiração das plantas. O restante retorna para os
rios ou se infiltra no solo e fica depositada nos aquíferos. Contudo, essa água é geralmente de qualidade inferior àquela que foi inicialmente retirada. A irrigação consome bastante da água que é utilizada (geralmente metade ou mais) em forma de evaporação, incorporação nas lavouras e transpiração das plantações. A outra metade retorna para o solo, para a superfície ou se perde em evaporação improdutiva. Mais de 90% da água utilizada para uso doméstico retorna para os rios e aquíferos como água
imprópria. E a água que utilizamos todos os dias para fins domésticos? Para aonde ela vai? Observando a luta de um consciente pai de família na busca de soluções para amenizar os problemas cotidianos com a água de uso doméstico da sua família, tais como o desperdício e os altos valores de suas contas mensais é que nos sentimos inspirados a desenvolver um projeto em que o foco seria a reutilização e tratamento de parte da água utilizada em casa para atender a outros fins de subsistência. Propomos com esse trabalho apresentar e incentivar soluções economicamente viáveis e de fácil implantação para a redução do gasto familiar com tratamento e reutilização de parte da água de uso doméstico.
3. Metodologia
O projeto foi criado com o intuito de atingir diretamente moradias com hortas domésticas e quintais, podendo posteriormente contemplar áreas mais amplas. As fontes de água a serem utilizadas poderão ser provenientes do chuveiro, após o banho, da lavagem de roupas e das utilizadas em pias da cozinha.
A água da pia da cozinha poderá ser lançada diretamente na terra, através de encanamentos devidamente instalados. Buscamos melhorar a qualidade da água para que a mesma não venha prejudicar a plantação. Uma das medidas é o destino dos óleos usados em frituras e assados que serão armazenados e doados para a fabricação de sabão ecológico. Utilizaremos também o sabão ecológico, pois ele é biodegradável, ou seja,
são decompostos por bactérias depois de utilizados. Com essas atitudes ajudaremos a evitar que o referido óleo chegue aos rios e cause degradação da água e impermeabilização do solo.
Será colocado um desvio controlado na água da pia da cozinha para cair diretamente na plantação. As águas provenientes do banho e da lavagem das roupas serão lançadas em uma caixa de zinco com areia, serragem e brita para a retenção das impurezas presentes. A água assim filtrada será transferida para uma segunda caixa, do tipo reservatório, onde haverá uma bomba instalada que a disponibilizará para vários fins,
tais como regar a horta doméstica e outras plantas, a limpeza do terreiro, a limpeza de veículos entre outros.
4. Resultados obtidos
Os tratamentos da água do vaso e da pia do banheiro mantiveram seu destino padrão oferecidos pela COPASA-MG através da Estação de Tratamento da Água - ETA e pela Estação de Tratamento de Esgoto – ETE. Futuramente pretendemos elaborar um projeto para o reaproveitamento das mesmas.
Os produtos cultivados na horta doméstica são atualmente consumidos e crescem normalmente, não tendo sido registrado, até então, nenhum problema de saúde ou insatisfação relacionada para as pessoas que o consomem. Constatamos que a implantação do presente projeto gerou significativa economia de água no consumo mensal.
5. Conclusões
Apesar de esse projeto ser utilizado em plantação para utilização apenas familiar (subsistência), também pode ser aplicado em áreas maiores onde há também um maior consumo de água. Consideramos que o objetivo proposto foi satisfatoriamente alcançado, pois provamos que é possível reutilizar a água de uso doméstico no nosso cotidiano. Consideramos ainda que tal projeto, devidamente instalado e controlado, poderá vir a auxiliar, no que se propõe, muitas comunidades. Pensando nas atuais gerações e nas gerações futuras que utilizam ou utilizarão nosso solo e a nossa água, acreditamos que ajudamos a pensar e a implantar uma ideia simples que pode se expandir e fazer diferença em um mundo globalizado.
Podemos utilizar e reutilizar, sem prejudicar. Podemos agir diariamente com responsabilidade e sustentabilidade, pensando em nossa comunidade, sociedade, cidade, pensando em uma ação global e local.
Referências
BRASI, Lei nº 9795,de 27 de abril de 1999 que institui a Política Nacional de Educação
ambiental. Art.1º e 2º. Disponível em:
http://www.mma.gov.br/port/sdi/ea/Lei5209795cfm. Acesso em: 10 ago 2011.
www.ecoblogs.com.br/meio-ambiente/sabao-ecologico
www.planetaorganico.com.br/aguauso.htm
www.suapesquisa.com/geografia/setores economia.htm
pt.wikipedia.org/wiki/sustentabilidade

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cronograma Projeto Internacional filmando a água no Planeta - UFMG JOVEM: Água , câmera e ação


03 de maio de 2013: Início do Projeto
Semana
 Fase
1
Lançamento do projeto
2
Engajamento dos grupos
3
Engajamento dos grupos
4
Construção dos roteiros
5
Construção dos roteiros

03 junho : Finalização do roteiro.

Semana
 Fase
6
Pré produção das filmagens
7
filmagens
8
filmagens
9
Finalização das filmagens
10
Corte e edição
11
Envio do filme




3 de julho envio do filme concluído