“Ano Internacional de Cooperação pela Água”

“Ano Internacional de Cooperação pela Água”

XIV UFMG JOVEM

A Diretoria de Divulgação Científica, órgão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da UFMG, promove no ano de 2013 a 14ª edição da UFMG Jovem. O evento consiste em uma feira de ciências voltada para alunos da educação básica de escolas públicas e privadas do estado de Minas Gerais. Este ano a feira seguirá a proposta pela UNESCO, e terá o “Ano Internacional de Cooperação pela Água” como tema principal de seus trabalhos. O evento, que é financiado pelo CNPq, conta com a parceria da COPASA, que comemorará no dia 5 de julho 50 anos de atuação no estado. Nesta edição a montagem de uma rede de jornalismo jovem, com transmissão simultânea via TV e web e produção de matérias jornalísticas sobre sustentabilidade será o grande diferencial do evento. A TV UFMG e a TV COPASA apoiarão a produção desse material no formato de um estúdio de TV durante a feira.

O objetivo da ação será de promover e divulgar, junto ao público juvenil, o uso de tecnologias sociais e digitais na interconexão de diferentes áreas do conhecimento debatendo importância da cooperação internacional para a preservação e democratização de acesso aos recursos hídricos.

Objetivo do Projeto:
O projeto visa integrar ações em curso em diferentes paises que mobilizam o público juvenil. Convidamos a todos a compartilhar suas ações na linguagem audiovisual. As postagens serão enviadas neste blog e durante a UFMG jovem de 2013 buscaremos provocar a troca de experiências entre os jovens dos diferentes paises usando as plataformas livres de comunicação. Trabalhamos associados ao projeto realizado no II Festival Franco-Americano de Ciências de Chicago (USA).





Visite o blog :

"Projeto Internacional filmando a água no Planeta". UFMG JOVEM: Água , câmera e ação.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Bazinga da Dengue - Trabalho UFMG JOVEM 2013

Introdução
A expressão Bazinga  é usada pelo Físico fictício Sheldon Cooper, personagem do seriado americano The Big Bang Theory, como piada, brincadeira ou comentário sarcástico, após resolver um problema ou encontrar uma resposta a uma questão. Ele usa esse termo para realçar o seu senso de humor que é incomum. Trata-se de uma brincadeira entre amigos.
Bazinga da Dengue é um jogo divertido que permite aos participantes aprenderem sobre a Dengue, doença que se vê cercada de mitos e desinformação, e sua relação com a água, tema transversal da XIV UFMG Jovem.
A elaboração do jogo partiu da necessidade dos estudantes do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal Minas Gerais – Campus Congonhas, bolsistas do PIBID, de abordar o tema Dengue em duas escolas públicas estaduais, na cidade de Congonhas, com alunos do ensino fundamental e médio.
Devido à proliferação de casos da doença entre alunos, professores e funcionários dessas escolas, foi solicitado aos bolsistas que preparassem algum material para abordar o assunto com esses alunos. Diante do desafio, Inicialmente, surgiram as seguintes questões:
Como abordar o tema Dengue de forma interessante para o aluno?
Como “sair” dos modelos tradicionais do tipo palestras, aulas, seminários, etc.?
Optou-se por fazer uma atividade lúdica que pudesse abordar o tema de forma divertida. Assim, surgiu a ideia de fazer um jogo.
O jogo foi idealizado pelo professor de Física, orientador dos bolsistas, e desenvolvido nas reuniões semanais que ocorrem entre ele e seus orientandos. Trata-se de um jogo que estimula a criatividade, avalia conhecimentos, desenvolve estratégias e torna o aprendizado prazeroso em uma brincadeira entre amigos.
Justificativa
O jogo e a brincadeira fazem parte das atividades lúdicas que estão presentes no contexto escolar como recursos didáticos importantes ou métodos educacionais que valorizam a aprendizagem significativa. Nas palavras de Maluf (2003, p. 29), “[...] as brincadeiras enriquecem o currículo, podendo ser propostas na própria disciplina, trabalhando assim o conteúdo de forma pratica e no concreto”. Nas brincadeiras o aluno vivencia situações de aprendizagem diferentes que podem ser de um líder de grupo, ou ser um interlocutor, ou representante de um setor da sociedade que tem a responsabilidade de tomar decisões, etc. A brincadeira educativa prioriza a imaginação como forma de chegar ao conhecimento e ao aprendizado. É importante ressaltar que a brincadeira realizada na escola, diferentemente daquelas realizadas no âmbito social do aluno, tem como função a construção de significados pelos estudantes e o desenvolvimento de saberes, competências e habilidades. O ambiente de desenvolvimento dessas brincadeiras é controlado e tem objetivos específicos. Para Kahl (2003), as brincadeiras ocorridas na escola têm que alcançar objetivos para a construção de conhecimentos, para auxiliar no desenvolvimento cultural e para a valorização de posturas como a solidariedade. Ou seja, o lúdico deve ser empregado visando à consolidação de fins educativos. Nesse cenário nasce o “Bazinga da Dengue”, um jogo divertido, criativo, no qual, por meio de perguntas, respostas e montagem de um quebra-cabeça, o aluno aprende conceitos relacionados à Dengue, doença que se encontra amplamente difundida na sociedade. A Dengue é uma doença democrática. Não escolhe cor, raça ou status social. Apresenta números alarmantes de casos de infecção e de óbitos divulgados na mídia. Aprender sobre a doença, sobre atitudes que podem ajudar a evitar a sua disseminação, sobre cuidados que devemos ter e sobre o que a ciência sabe a respeito dela é o que esperamos conseguir ao jogar o Bazinga da Dengue.
Objetivo Geral
Apresentar o jogo Bazinga da Dengue como alternativa lúdica para ensinar sobre a Dengue enfatizando sua relação com a água e com conhecimentos científicos sobre a doença.
Metodologia
O Jogo foi idealizado pelo orientador dos bolsistas e seu desenvolvimento ocorreu em reuniões semanais. Nessas reuniões foram discutidas as regras, o formato, o modelo e os objetivos do jogo.
Definidos esses parâmetros, os bolsistas do PIBID pesquisaram sobre Dengue em diversas fontes e criaram perguntas e respostas. A partir das perguntas foram criados 36 quebra-cabeças e três baralhos de cartas que compõe o jogo. Um protótipo do jogo que será apresentado e jogado na UFMG Jovem, cujos detalhes serão abordados nos Resultados.
Resultados
O resultado prático do trabalho foi a construção do protótipo do jogo Bazinga da Dengue que é constituído de 36 quebra-cabeças com perguntas sobre Dengue; de 18 cartas “Geek” para pedir ajuda ao oráculo; de 18 cartas “Bazinga” para passar a pergunta a um oponente; de 36 cartas “Sheldon Cooper” com as respostas. Ele foi “jogado”, de forma piloto, entre os bolsistas do PIBID, para correções de falhas que ocorreram nas regras, nos quebra-cabeças nos baralhos. Após a correção dessas falhas, o protótipo será usado nas escolas estaduais como atividade lúdica para os alunos de ensino fundamental e médio. A seguir, apresentaremos de forma sucinta as regras do jogo.
Regras
Inicialmente o cada jogador recebe cartas Bazinga e Geek para serem usadas em momentos oportunos. O jogo começa com um sinal, dado por um dos jogadores, e todos os jogadores deverão tentar mondar um dos quebra-cabeças que está sobre a mesa. O jogador que conseguir montar primeiro um quebra cabeça será o vencedor da rodada. Ele deverá dizer “Bazinga” para indicar aos outros jogadores que completou o quebra-cabeça e a rodada terminou. Os demais jogadores deverão parar imediatamente de montar os seus respectivos quebra-cabeças. O vencedor da rodada deverá escolher uma das seguintes opções:
a.    Responder a pergunta que está no quebra-cabeça.
b.    Solicitar ajuda do oráculo usando a sua carta “Geek” e depois responder a pergunta.
c.    Passar a pergunta para outro jogador responder usando a sua carta “Bazinga”.
A resposta será conferida com a carta Sheldon Cooper. Se o jogador responder corretamente ele ganha os pontos da questão, caso contrário perde pontos que serão deduzidos dos que ele já tem. Nova rodada se inicia e o jogo termina quando todos os quebra-cabeças forem montados.
Conclusão
Até o momento da elaboração desse artigo temos resultados parciais, pois o jogo ainda não foi praticado pelos alunos de ensino fundamental e médio das escolas estaduais. Porém, a Dengue apresenta números alarmantes de casos de infecção e de óbitos divulgados na mídia. Assim, ao Jogar Bazinga da Dengue, esperamos que esses alunos possam aprender sobre essa doença, sobre atitudes que possam ajudar a evitar a sua disseminação e sobre o que a ciência sabe a respeito dela.
 Referências
Agência Fiocruz de Notícias. Disponível em <http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=339&sid=12> Acesso em 18/05/2013
KAHL, K.; LIMA, M.E.O.;GOMES, I. Alfabetização: construindo alternativas com jogos pedagógicos. Blumenau: 2003.

MALUF, A. C. M. Brincar prazer e aprendizado. Vozes, Petropolis: 2003.

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