Introdução
A expressão Bazinga é usada pelo Físico
fictício Sheldon Cooper, personagem do seriado americano The Big Bang
Theory, como piada, brincadeira ou comentário sarcástico, após resolver um
problema ou encontrar uma resposta a uma questão. Ele usa esse termo para
realçar o seu senso de humor que é incomum. Trata-se de uma brincadeira entre
amigos.
Bazinga da Dengue é um jogo divertido que permite aos
participantes aprenderem sobre a Dengue, doença que se vê cercada de mitos e
desinformação, e sua relação com a água, tema transversal da XIV UFMG Jovem.
A elaboração do jogo partiu da necessidade dos estudantes do
curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal Minas Gerais – Campus
Congonhas, bolsistas do PIBID, de abordar o tema Dengue em duas escolas
públicas estaduais, na cidade de Congonhas, com alunos do ensino fundamental e
médio.
Devido à proliferação de casos da doença entre alunos,
professores e funcionários dessas escolas, foi solicitado aos bolsistas que
preparassem algum material para abordar o assunto com esses alunos. Diante do
desafio, Inicialmente, surgiram as seguintes questões:
Como
abordar o tema Dengue de forma interessante para o aluno?
Como
“sair” dos modelos tradicionais do tipo palestras, aulas, seminários, etc.?
Optou-se por fazer uma atividade lúdica que pudesse abordar o
tema de forma divertida. Assim, surgiu a ideia de fazer um jogo.
O jogo foi idealizado pelo professor de Física, orientador dos
bolsistas, e desenvolvido nas reuniões semanais que ocorrem entre ele e seus
orientandos. Trata-se de um jogo que estimula a criatividade, avalia
conhecimentos, desenvolve estratégias e torna o aprendizado prazeroso em uma
brincadeira entre amigos.
Justificativa
O jogo e a brincadeira fazem parte das atividades lúdicas que
estão presentes no contexto escolar como recursos didáticos importantes ou
métodos educacionais que valorizam a aprendizagem significativa. Nas palavras
de Maluf (2003, p. 29), “[...] as brincadeiras enriquecem o currículo, podendo
ser propostas na própria disciplina, trabalhando assim o conteúdo de forma
pratica e no concreto”. Nas brincadeiras o aluno vivencia situações de
aprendizagem diferentes que podem ser de um líder de grupo, ou ser um
interlocutor, ou representante de um setor da sociedade que tem a
responsabilidade de tomar decisões, etc. A brincadeira educativa prioriza a
imaginação como forma de chegar ao conhecimento e ao aprendizado. É importante
ressaltar que a brincadeira realizada na escola, diferentemente daquelas
realizadas no âmbito social do aluno, tem como função a construção de
significados pelos estudantes e o desenvolvimento de saberes, competências e
habilidades. O ambiente de desenvolvimento dessas brincadeiras é controlado e
tem objetivos específicos. Para Kahl (2003), as brincadeiras ocorridas na escola
têm que alcançar objetivos para a construção de conhecimentos, para auxiliar no
desenvolvimento cultural e para a valorização de posturas como a solidariedade.
Ou seja, o lúdico deve ser empregado visando à consolidação de fins educativos.
Nesse cenário nasce o “Bazinga da Dengue”, um jogo divertido, criativo, no
qual, por meio de perguntas, respostas e montagem de um quebra-cabeça, o aluno
aprende conceitos relacionados à Dengue, doença que se encontra amplamente
difundida na sociedade. A Dengue é uma doença democrática. Não escolhe cor,
raça ou status social. Apresenta
números alarmantes de casos de infecção e de óbitos divulgados na mídia.
Aprender sobre a doença, sobre atitudes que podem ajudar a evitar a sua
disseminação, sobre cuidados que devemos ter e sobre o que a ciência sabe a
respeito dela é o que esperamos conseguir ao jogar o Bazinga da Dengue.
Objetivo
Geral
Apresentar o jogo Bazinga da Dengue como alternativa lúdica
para ensinar sobre a Dengue enfatizando sua relação com a água e com conhecimentos
científicos sobre a doença.
Metodologia
O Jogo foi idealizado pelo orientador dos bolsistas e seu
desenvolvimento ocorreu em reuniões semanais. Nessas reuniões foram discutidas
as regras, o formato, o modelo e os objetivos do jogo.
Definidos esses parâmetros, os bolsistas do PIBID pesquisaram
sobre Dengue em diversas fontes e criaram perguntas e respostas. A partir das
perguntas foram criados 36 quebra-cabeças e três baralhos de cartas que compõe
o jogo. Um protótipo do jogo que será apresentado e jogado na UFMG Jovem, cujos
detalhes serão abordados nos Resultados.
Resultados
O resultado prático do trabalho foi a construção do protótipo
do jogo Bazinga da Dengue que é
constituído de 36 quebra-cabeças com perguntas sobre Dengue; de 18 cartas
“Geek” para pedir ajuda ao oráculo; de 18 cartas “Bazinga” para passar a
pergunta a um oponente; de 36 cartas “Sheldon Cooper” com as respostas. Ele foi
“jogado”, de forma piloto, entre os bolsistas do PIBID, para correções de
falhas que ocorreram nas regras, nos quebra-cabeças nos baralhos. Após a
correção dessas falhas, o protótipo será usado nas escolas estaduais como
atividade lúdica para os alunos de ensino fundamental e médio. A seguir,
apresentaremos de forma sucinta as regras do jogo.
Regras
Inicialmente o cada jogador recebe
cartas Bazinga e Geek para serem usadas em momentos oportunos. O jogo começa
com um sinal, dado por um dos jogadores, e todos os jogadores deverão tentar
mondar um dos quebra-cabeças que está sobre a mesa. O jogador que conseguir
montar primeiro um quebra cabeça será o vencedor da rodada. Ele deverá dizer
“Bazinga” para indicar aos outros jogadores que completou o quebra-cabeça e a
rodada terminou. Os demais jogadores deverão parar imediatamente de montar os
seus respectivos quebra-cabeças. O vencedor da rodada deverá escolher uma das
seguintes opções:
a. Responder
a pergunta que está no quebra-cabeça.
b. Solicitar
ajuda do oráculo usando a sua carta “Geek” e depois responder a pergunta.
c. Passar
a pergunta para outro jogador responder usando a sua carta “Bazinga”.
A resposta será conferida com a carta
Sheldon Cooper. Se o jogador responder corretamente ele ganha os pontos da
questão, caso contrário perde pontos que serão deduzidos dos que ele já tem. Nova
rodada se inicia e o jogo termina quando todos os quebra-cabeças forem
montados.
Conclusão
Até o momento da elaboração desse artigo temos resultados
parciais, pois o jogo ainda não foi praticado pelos alunos de ensino
fundamental e médio das escolas estaduais. Porém, a Dengue apresenta números
alarmantes de casos de infecção e de óbitos divulgados na mídia. Assim, ao
Jogar Bazinga da Dengue, esperamos que esses alunos possam aprender sobre essa
doença, sobre atitudes que possam ajudar a evitar a sua disseminação e sobre o
que a ciência sabe a respeito dela.
Referências
KAHL, K.; LIMA, M.E.O.;GOMES, I. Alfabetização: construindo alternativas com jogos pedagógicos.
Blumenau: 2003.
MALUF, A. C. M. Brincar
prazer e aprendizado. Vozes, Petropolis: 2003.
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